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Total de Questões Encontradas: 1.625 de 252.126
Exibindo: Página 321 de 326

Questão: 1601 / QT-105418
Ano: 2024
Banca: CESGRANRIO
Órgão: CNU
Cargo: Bloco 6 - Setores Econômicos e Regulação - tarde
Disciplina: Economia
A teoria microeconômica neoclássica admite, em casos excepcionais, a adoção de estímulos governamentais em prol do desenvolvimento econômico e social. Tais estímulos, como as subvenções e subsídios fiscais, são admitidos quando a existência de “falhas de mercado” faz com que os fluxos de investimentos privados sejam insuficientes para assegurar taxas de crescimento econômico sustentáveis e compatíveis com o bem-estar social, no longo prazo. Entre as atividades sujeitas a “falhas de mercado”, podem ser enquadradas, por exemplo, as associadas à pesquisa e ao desenvolvimento em ciência e tecnologia básica e outras atividades com características de “bens públicos”.

As atividades de pesquisa e desenvolvimento (P&D), em ciência e tecnologia básica (C&T), são caracterizadas como um “bem público”, porque

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o risco de captura dos lucros decorrentes dessas atividades, por parte das empresas imitadoras rivais, torna altamente incerta a rentabilidade privada esperada das empresas inovadoras, fazendo com que os investimentos totais em C&T sejam efetivados em condições subótimas.

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os custos marginais privados de acesso aos resultados das atividades de C&T tendem ao infinito, por parte de empresas imitadoras rivais.

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os custos fixos iniciais envolvidos são muito elevados. 

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as externalidades negativas são geradas no longo prazo.

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as atividades são altamente rentáveis para os setores governamentais.


Questão: 1602 / QT-105419
Ano: 2024
Banca: CESGRANRIO
Órgão: CNU
Cargo: Bloco 6 - Setores Econômicos e Regulação - tarde
Disciplina: Economia
A Tabela a seguir registra os resultados do Balanço de Pagamentos do Brasil (em US$ milhões) no período 2012-2014.

Imagem associada para resolução da questão


Nota: Os valores de Erros e Omissões, relativos a 2012 e 2013, foram ligeiramente aproximados.
Fonte: Banco Central do Brasil. Séries históricas – BPM5 (até fevereiro de 2015).
Disponível em: https://www.bcb.gov.br/estatisticas/tabelasespeciais. Acesso em: 14 fev. 2024.

De acordo com os dados informados, o Brasil

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teve saída líquida de capitais financeiros no triênio 2012- 2014.

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teve superávit no Balanço de Pagamentos em 2013.

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teve aumento de reservas internacionais em 2013.

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registrou perda de reservas internacionais em 2012.

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dependeu de poupança externa no triênio 2012-2014. 


Questão: 1603 / QT-105420
Ano: 2024
Banca: CESGRANRIO
Órgão: CNU
Cargo: Bloco 6 - Setores Econômicos e Regulação - tarde
Disciplina: Economia
Um dos temas mais controversos em Macroeconomia é a determinação das taxas de variação do PIB real e do nível de emprego.
No trecho seguinte, Keynes sintetiza sua teoria de determinação do nível de emprego e dos ciclos econômicos nas economias capitalistas.

Não é, portanto, a desutilidade marginal do trabalho, expressa em termos de salários reais, que determina o volume de emprego, exceto no caso em que a oferta de mão de obra disponível a certo salário real fixe um nível máximo de emprego. A propensão a consumir e o nível do novo investimento é que determinam, conjuntamente, o nível de emprego, e é este que, certamente, determina o nível de salários reais, e não o inverso.
KEYNES, J. M. Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda. São Paul o: Nova Cultural, 1996 [1936], capítulo 3. Adaptado.


No trecho citado, Keynes argumenta que o nível de emprego nas economias capitalistas depende, fundamentalmente, da(o)

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demanda efetiva

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carga tributária

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oferta agregada

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salário real 

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salário nominal 


Questão: 1604 / QT-105421
Ano: 2024
Banca: CESGRANRIO
Órgão: CNU
Cargo: Bloco 6 - Setores Econômicos e Regulação - tarde
Disciplina: Economia
No livro “Desenvolvimento e Estagnação: o Debate entre Desenvolvimentistas e Liberais Neoclássicos”, o economista André Nassif compara as formas distintas através das quais se manifesta o fenômeno da chamada “doença holandesa”.

A chamada doença holandesa (Dutch disease), como sugere a expressão, acometeu a Holanda nos anos 1960, quando foram descobertas consideráveis reservas de gás natural. Com mercados relativamente desregulados, o aumento da rentabilidade esperada acabou provocando forte realocação dos recursos produtivos da economia para o setor de recursos naturais não renováveis, reduzindo os investimentos na indústria manufatureira do país. Em 1977, a revista The Economist cunhou a expressão “doença holandesa” em alusão ao fenômeno […]. De acordo c om a concepção novo-desenvolvimentista, a doença holandesa na periferia latino-americana e em diversos outros países em desenvolvimento, ao invés de replicar a forma clássica que afetou a Holanda, assume a forma concebida originalmente por Gabriel Palma. Nesse novo conceito de doença holandesa, o aumento da participação do setor de commodities na estrutura produtiva e na cesta exportadora resulta do conjunto de reformas econômicas liberalizantes (liberalização comercial, abertura ao fluxo internacional de capitais de curto prazo etc.), adotadas sob a forma de tratamento de choque, haja vista a intensidade e rapidez com que foram implementadas a partir da década de 1990.

NASSIF, A. Desenvolvimento e Estagnação: o Debate entre Desenvolvimentistas e Liberais Neoclássicos. São Paulo: Contracorrente, 2023. p. 219; 283-284. Adaptado.


Para os países fortemente dependentes das exportações de produtos primários e outras commodities, como o Brasil, nos períodos de boom de preços desses produtos nos mercados globais, a doença holandesa acarreta

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sobrevalorização das moedas nacionais em relação ao dólar e desindustrialização.

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sobrevalorização da moeda nacional em relação ao dólar e aumento da participação dos serviços de alta tecnologia no PIB.

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subvalorização das moedas nacionais em relação ao dólar e aumento da participação do setor manufatureiro no PIB.  

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subvalorização da moeda nacional em relação ao dólar e fuga de capitais estrangeiros.

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subvalorização da moeda nacional em relação ao dólar e aumento da produtividade média agregada.


Questão: 1605 / QT-105422
Ano: 2024
Banca: CESGRANRIO
Órgão: CNU
Cargo: Bloco 6 - Setores Econômicos e Regulação - tarde
Disciplina: Conhecimentos Gerais
No trecho seguinte, Maria da Conceição Tavares alude à “substituição de importações” como força deflagradora do processo de industrialização no Brasil.

Este período, desde a crise [dos anos 1930] até o começo da década de 1950, seria o único que poderia merecer, com certa propriedade, a designação de “substituição de importações”, dado que, a partir de uma capacidade para importar que diminui em termos absolutos, conseguiu-se promover um intenso crescimento da produção industrial.
TAVARES, M. C. Acumulação de Capital e Industrialização no Brasil. 3. ed. Campinas, SP: UNICAMP, 1998. p.128-129.

Na interpretação clássica da autora, a origem da industrialização por substituição de importações, no Brasil, está relacionada à

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expansão da economia cafeeira no final do século XIX.

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diversificação do setor industrial a partir da década de 1920.

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difusão do trabalho assalariado, que se seguiu à Abolição da escravatura.

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crise do setor cafeeiro, no período imediatamente posterior ao crash de 1929. 

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política de sustentação dos preços externos do café, inerente ao Acordo de Taubaté. 



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